sábado, 19 de junho de 2010

Lisboa, ô pá!


Talvez a melhor palavra para descrever a capital portuguesa seja simpática. Os tugas lisboetas se mostraram os mais simpáticos que conheci até agora. Apesar de ainda serem um bocadinho rabugentos. rs. Mas a gente aprende a conviver com isso.
A cidade me surpreendeu, para melhor. É bem verdade que eu não esperava muita coisa de Lisboa, por isso mesmo, ir lá foi tão legal. A cidade mistura bastante o novo com o velho. Tem um clima legal.
Adorei o Castelo de São Jorge, fica numa parte bem alta da cidade e tem uma bela vista de Lisboa e do Tejo. Aliás, o Tejo, não é tão charmoso como o Sena, mas é muito mais grandioso. Só a Ponte Vasco da Gama que atravessa o rio, é maior que a Rio-Niterói.
Belém também é muito legal, mesmo que a gente não tenha entrado em nenhuma das atrações porque eram caras. Mas comemos o famoso pastel de Belém. Uma delícia, mas um pouco enjoativo, só dá para comer um por vez.
Queria ter ido ao Oceanário, mas também não fui por ser caro. Mas como devo voltar a Lisboa, quem sabe não vou ver os peixinhos tugas?
Na foto: O Padrão dos Descobrimentos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Paris, tu me manques


Enquanto a viagem para Barcelona eu não soube definir se gostei ou não a viagem para Paris eu definitivamente amei. Sim, eu sou um clichê! Amei tudo na cidade luz, era meu sonho conhecer aquele lugar, visitar os pontos mais famosos da capital francesa e tudo mais.
A cidade é linda, atraente e não cansa! Ficamos seis dias lá e ainda assim faltaram muitas coisas para serem visitadas. Um ótimo motivo para planejar uma nova viagem para França!
Dificil dizer o que me atraiu mais. Vimos tudo aquilo que é parada obrigatória para qualquer turista clichê como eu. Uma das coisas mais legais da capital francesa é que não se paga em quase nenhum museu, basta ter um visto de algum país da União Européia, além de não ter que enfrentar fila para obter gratuidade.
Torre Eiffel, linda e incrivelmente grande. As pessoas me falavam que ela é grande, mas mesmo assim, quando cheguei aos pés dela fiquei impressionada com a grandiosidade. A base é enorme, acho que fiquei mais impressionada ao vê-la de baixo do que quando subi até o topo. Mas lá de cima a vista é linda, dá para ver quase tudo da cidade, já que ela é basicamente plana.
Museé D'Orsay: O prédio é bem bonito e tem muitas obras de arte de vários artistas famosos. o que mais gostei foram os quadros de Van Gogh.
Invalides e Dome: No museu não vimos quase nada, boa parte estava fechada. Mas fomos até o túmulo de Napoleão, enorme e cheio de ostentação, como muita coisa em Paris.
Pompidou: O museu de arte moderna é bem diferente e enorme. Não vi muita coisa, fomos lá no dia que chegamos em Paris, eu tava morta de cansaço. Nem o tal mictório do Duchamp eu vi. Quero voltar.
Notre Dame: E-nor-me! Muito bonita, por dentro e por fora. Lá dentro me senti em outra época. Os vitrais são lindíssimos e enormes, para variar. Não subimos, mas queria ter subido para ver de perto as famosas gárgulas.
Monmartre: O bairro boêmio de Paris é uma graça e igreja de Sacre Coeur também. Tirei foto no bar do filme Amelie Poulain.
Louvre: Mais uma vez o melhor adjetivo é enorme! A piramide é linda! As obras de arte famosas são fáceis de achar, principalmente a Monalisa, tem placas para chegar a ela em qualquer parte do museu. Fora isso, dá para se perder e não achar alguma o que se pretende. Um dia é realmente pouco para ver tudo. Até porque depois de um tempo enche o saco estar dentro do museu.
Tuileries: Os jardins do Louvre são lindos como todos os jardins parisienses (Luxembourg, Trocadero...)
Champs-Elyseés: Uma das mais famosas (o segundo metro quadrado mais caro do mundo) é bonita, mas deve ser mais bonita a noite, toda iluminada.
Arcos do Triunfo: Enorme, mais uma vez. Estava cheio de tapumes na frente e estava rolando uma cerimonia militar. Não subimos, era pago e caro.
Versailles: O máximo da ostentação francesa, ouro para todo lado, grandiosidade em todos os cantos do castelo e principalmente dos jardins gi-gan-tes-cos. O salão dos espelhos mostra toda a pompa de Luis XVI. Os jardins são lindos, bem cuidados e enormes, tem até aluguel de carrinhos (daqueles de golfe) para andar por todo o jardim.
Não sei o que falta falar, um post é pouco para Paris, para tudo que vivi na cidade. Depois falo mais da incrível cidade luz.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Barcelona


A primeira coisa que falo de Barcelona é que não sei dizer se gostei ou não de lá. Eu tinha algumas expectativas criadas para a cidade e que não foram atingidas, mas dai a dizer que não gostei de lá talvez seja um pouco demais, mas é bem verdade que enchi o saco de Gaudi. Barcelona tem uma atmosfera legal, apesar de eu ter me sentido insegura em muitos momentos.
Visitamos muita coisa de Gaudi na cidade e de todos esses lugares o mais interessante foi o Parc Güel, onde está o famoso lagarto colorido de azulejos. O lugar é cheio de artistas tentando ganhar algum trocado com os turistas. O Parque fica numa parte muito alta da cidade, mas escadas rolantes ajudam MUITO na subida.
Outra parada legal do Gaudi é a Catedral da Sagrada Familia, mas não entramos porque era bem carinho. Mas a igreja é um delírio total e aparentemente não fica pronta ainda nesse século. Já a Pedrera foi super sem graça, para mim não passou de um prédio de gosto duvidoso.
Saindo da esfera Gaudi, visitamos o lindo Montjuïc, onde está o estádio olímpico e um museu de história da Catalunya. A montanha é uma área legal, com jardins bonitinhos. A noite na parte de baixo tem um show de águas com música clássica. É bem bonito, ligam os chafariz de toda a subida para a montanha. Mas na hora que fomos ainda não tinham acendido as luzes, acredito que mais a noite fique ainda mais legal.
Outro ponto turístico interessante foi visitar o Camp Nou, foi carinho para entrar no estádio do Barcelona, mas é bem legal. O estádio é bonito e o museu deles é bem interessante, mesmo para quem, como eu, não se interessa muito pelo time catalão. Por falar no time, em Barcelona TODO mundo torce para o Barça. Não é como em Madri que as vezes viamos alguem com a camisa do Barcelona ou venda de produtos do Barça em lojinhas de souveniers. Na Catalunya todos torcem para o Barcelona, acredito que torcer para o Real Madri seja um crime.
Ok, falei de várias coisas legais de Barcelona, mas infelizmente a parte mais marcante da nossa viagem foi um ponto negativo. Nosso voô de volta foi cancelado, por causa do maldito vulcão islandês, na porta de embarque. Na hora, foi um pouco desesperador não saber como voltar para casa. Mas no final tudo deu certo, apesar da grana inesperada que tivemos que gastar para atravessar a Espanha de ônibus e de termos chegado em casa com mais de 24 horas de atraso.
Vou pensar bastante se quero voltar a ir a Barcelona algum dia, especialmente se algum vulcão escroto quiser acordar.

domingo, 11 de abril de 2010

Madri - dicas

Algumas dicas de Madri que acho válidas para quem um dia for para lá:
- Não acho que valha a pena comprar o passe do metrô, vale muito mais a pena fazer tudo a pé, a cidade é basicamente plana e bem fácil de andar, além do metrô ser barato, custa 1 euro cada viagem, só para o aeroporto que custa 2 euros.
- O albergue que a gente ficou é muito bom e bem localizado, apesar do café da manhã fraco, mas quem é cara de pau consegue repetir. www.madhostel.com Fica perto da Puerta del Sol, Plaza Mayor e relativamente perto do Reina Sofia e Parque del Bon Retiro.
- Vale a pena esperar o horário em que os museus ficam mais baratos, em geral depois das 17 ou 18, as filas ficam enormes, mas não se assustem, elas andam bastante rápido.
- Eles tem uns menus que incluem primeiro prato, prato principal, bebida e sobremesa que em geral valem a pena, basta saber procurar o que tenha um preço em conta, mas também uma boa comida. Os restaurantes cheios em geral são mais confiáveis que os vazios.

sábado, 10 de abril de 2010

Madri


Para variar, com bastante atraso, faço meu post sobre Madri. Nossa viagem foi cansativa, mas muito boa, a capital espanhola tem muitos encantos.
Fomos para o aeroporto do Porto na terça a noite, nosso voo era quarta as 6:30 da manhã. Já na saída do metrô conhecemos uma brasileira que estava no mesmo esquema da gente e que também ia para Madri no mesmo voo. A noite no aeroporto do Porto não podia ser pior, a mão de vaquice lusitana desliga o aquecedor durante a noite e na boa, português acha que tem inverno de carioca e NÃO tem! Não consegui dormir por causa do frio.
Enfim, chegou a hora de embarcar e fomos todos lá para nosso primeiro voo pela Ryanair (a empresa low cost daqui que tem voos a menos de 5 euros, as vezes por menos de 1 euro). É muito engraçado, temos direito de levar uma bagagem de mão que não ultrapasse as medidas deles lá, ela precisa caber numa caixinha que eles tem. Os bagageiros ficam lotados de bagagem.
A viagem foi bem rápida, ainda bem, já que o conforto é zero nesses aviões.
Chegamos em Madri, o aeroporto é gigantesco, mas foi bem fácil achar a saída do metrô. Andar de metrô também, as indicações do site do albergue foram bem claras.
O albergue era bem legal e demos a sorte de ficarmos num quarto de 4 pessoas em que as outras duas eram amigos nossos.
A cidade é incrível, linda e viva. Bem diferente da atmosfera portuguesa. Alguns lugares turísticos eu achei sem nada demais, como a Plaza Mayor e Puerta del Sol. Já o Parque del Bon Retiro, Museu do Prado, Reina Sofia, Thyssen Bornemisza, Palácio são muito interessantes. Eu passaria um dia inteiro de ócio no Bon Retiro ou nos jardins do Palácio Real e seria feliz.. Gostei de ver Velasquez no Prado e Guernica no Reina Sofia.
A parte mais chatinha da viagem foi a alimentação, as coisas são relativamente mais caras que em Portugal e as lanchonetes de fast food foram as nossas melhores amigas. Teve um dia que Burger King foi nosso almoço e jantar, no dia seguinte acordei bastante enjoada.
Na volta também passamos uma noite no aeroporto, mas que era aquecido, mas que ainda assim senti frio, pois estava dormindo no chão.
Portugal, como já devem ter percebido, não é um lugar que me atraí muito, mas depois de ficar tanto tempo dormindo pouco e andando muito, foi bom voltar para cá.
Ah, e agora sim posso dizer que conheço a Europa.
Na foto: Parque del Bon Retiro - mais em www.picasaweb.com/nandaturino

domingo, 21 de março de 2010

Vamos ao cinema, ora pois

Semana passada fui ao cinema pela primeira (e provavelmente única vez, tendo em vista o preço e a velocidade da nossa internet rs) ao cinema aqui em Portugal.
Fui ver Alice no País das Maravilhas em 3D. Fui sozinha, afinal ninguém estava disposto a gastar 7 euros (5 do filme e 2 dos óculos 3D) no filme, escolhi o horário do filme e pronto, fui. Como a cidade é e-nor-me, o fato de eu chegar faltando apenas 10 minutos para começar o filme não me impediu de conseguir o ingresso que é comprado no mesmo local que se vende a pipoca. O lugar é marcado, mas a gente não escolhe exatamente onde vai sentar, o carinha pergunta se preferimos na frente, meio ou no alto. Escolhi no alto e ele me deu a fileira N, poltrona 5.
Ok! Entrei na sala e fui a procura do meu lugar. Porém, nada aqui é tão fácil como parece, as filas simplesmente não tem indicação de qual letra são. Então tive que ir da primeira fileira passandod e fileira em fileira na ordem alfabética para descobrir qual era a N. A poltrona pelo menos era numerada. Nada como a malandragem lusitana.
Depois de finalmente ter achado meu lugar, me sentei para esperar o filme começar e aqui, mais do que no Brasil a maioria das pessoas entra em cima da hora na sala e ficam passando na nossa frente durante os trailers. Outro ponto importante, aqui temos cerca de 20 minutos de propagandas ruins e trailers antes de começar o filme e eles são intercalados, passa uma propaganda e um trailer, depois mais umas 3 propagandas e outro trailer, assim até finalmente começar o filme.
O filme. É muito bom, gostei bastante, apesar de a história não ser a verdadeira história da Alice, mas sim da Alice com uns 20 anos retornando a Wonderland. Os cenários são incríveis, a figurino também.
Ah, mais uma coisa a se destacar, o filme aqui tem intervalo, mas o mais engraçado é que o corte é feito em qualquer momento do filme, sim em qualquer momento. Eles não esperam dar uma mudança de cena para dar o intervalo não, eles simplesmente cortam no meio, ou seja, no caso de Alice, foi no meio da fala da rainha de copas. E o intervalo não dura 10 minutos, ou seja, tempo insificiente para quase qualquer coisa. Ahhhh a malandragem lusitana!
Na saída do cinema ninguém cobra seus óculos, eles simplesmente pedem que você os devolva numa caixa, mas acho que se não quiser devolver pode usar de novo em outro filme 3D, mas provavelmente não vou pagar para ver/saber.
Sessão de cinema, vai ser aqui em casa mesmo, no telão do laptop.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ainda consigo manter o blog


Com muito atraso posto novamente no blog. O atraso se deve a um misto de preguiça e pelo fato de eu e Rafael ainda estarmos com um único computador.
Para os que não sabem, nos compramos 2 laptops, porém um tomou banho de nesquick (o mais caro de nossas vidas rs) e está na assistência técnica para que o teclado volte a funcionar, uma leve facadinha de 26 euros no nosso orçamento, mas o mais chato é estar sem o bendito pc a mais de um mês.
Voltando ao que "interessa": o blog. O post de hoje é para falar do fato de eu estar a mais de 40 dias longe de casa. Nunca fiquei tanto tempo assim afastada do conforto do meu lar.
Nesses dias tive crises de saudades, como a maioria deve saber, quis voltar para casa, pensei em me mudar para o Porto. Mas acabei ficando na nossa casinha mesmo aqui de Aveiro, na faculdade que é chatinha, mas tem uma estrutura muito boa. Conheci muita gente legal, a maioria brazucas, claro! Até porque é com eles que vamos gastar nossos fins de semana, afinal quase todo português universitário deixa essa cidade no fim de semana para voltar para casa. Tem outros estrangeiros também, mas ainda não criamos muitos vínculos.
A novidade é a nova moradora da casa, é uma mulher de uns 40 anos, não sei se vai passar o fim de semana aqui ou não, mas no fundo prefereria que a casa ficasse só para a gente mesmo. Mas como ela mora no estúdio (parte da casa atrás da garagem) que é enorme e tem uma tv e banheiro proprios, acredito que ela não frequentará muito o resto da casa.
Outra novidade são as passagens já compradas. Vamos dia 31 para Madrid, dia 15 de abril para Barcelona e dia 21 para (rufem os tambores) Parrrrri!!!! Yeah, baby! E a melhor parte é que não vamos gastar nada com hospedagem. Vamos ficar no ap de um amigo nosso totalmente 0800 de grátis, o chato é que ele não estará no ap, por isso não poderemos contar com a companhia dele.
Fim de semana passado conhecemos Coimbra. É uma cidade muuuuuito, bastante, velha.Vimos igrejas lá do século X e XII. É chata de andar, porque é num morro. Nem sei se gostei de lá, tudo bem que a chuva não ajudou, mas a cidade não é muito atrativa. Não é como Ouro Preto que só tem velharia, mas tudo muito bem conservado e cheio de vida. Coimbra é diferente, é estranho. Mas as coisas chamam chamam a atenção, se formos pensar que estão ali ha muito tempo. A Faculdade de Direito é de 1200 se não me engano. Tem uma biblioteca lá que deve ser lindissima, mas que tinha que pagar 2,5 euros para entrar e ninguém quis e também porque estavamos com o tempo apertado, tinhamos que pegar o comboio barato para Aveiro.
Acho que é isso, a vida na Europa pode parecer glamourosa, mas não é tão cheia de novidades. Eu quero muito conhecer todo esse glamour, mas de verdade mesmo? Nada como ir a uma praia e depois tomar uma cervejinha no pé-sujo, isso sim é que vida!

Na foto: O Jardim Botânico de Coimbra (mais fotos em www.picasaweb.com/nandaturino)